25/07/2006

DESPERTADOR

Para ler ouvindo “Walk Away”, Ben HarperO budismo fala muito sobre “iluminação”, talvez seja a grande “meta“ do budismo se tornar uma pessoa iluminada, mas também dizem que não podemos, ou melhor, não devemos buscar a iluminação pois não é parte de um processo consciente, a iluminação acontece. Dizem que são inúmeros os processos que desencadeiam esta iluminação, acidentes de toda ordem, uma situação de trauma, um olhar diferente para o mundo.

Acho que iluminar é perceber-se dar aquela boa olhada e perceber as coisas como elas são, sem fantasiar ou criar cenários. É, simplesmente estudar o que o mundo dá para você. Dolorido? Claro que sim. O ser humano não está e talvez nunca esteja preparado para a perda. As vezes é preciso não existir. Pode uma pessoa existir e não existir? Claro que sim. Uma pessoa pode existir no mundo de alguém e não existir no mundo de outra pessoa. Uma pessoa pode ser importante no mundo de outra e não ser no de outra.

Este processo de existência e não existência é relativo e causa muita dor às pessoas. Quando você percebe num momento singelo que você não tem importância, que se você existir ou não, não fará diferença alguma no mundo de algumas pessoas. Mesmo que embora elas talvez façam ou tenham feito parte do seu mundo. É como tomar um soco no estômago, dolorido e angustiante.

O que é realmente importante? O que é essencial. Se você pode trocar ou substituir uma coisa por outra, significa então que não é tão importante. Se você é incapaz de fazer loucuras para manter isso, se você não está apto a cometer sacrifícios e fazer concessões isso significa que essa “coisa” não é essencial.

O fato é que não existe formula mágica. Para tudo existe solução. Para um machucado o tempo, para a dor um analgésico, para um coração partido um novo amor. Se você entender isso entenderá tudo. Não adianta fechar as portas, o mundo assim mesmo continuará a existir.

Eu tomei um soco no estômago.

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