Assim como as sequóias envergam seus galhos centenas de metros do chão, não por sua vontade, mas sim por sua natureza. Os homens tendem a estender suas próprias dores a proporções estratosféricas, não porque desejem isso, mas porque não estão capacitados a observar as perspectivas dissonantes a sua vontade.A maior comprovação de tal pensamento é a fé. Estamos acostumados demais a recorrer a “divina providência” tais como os cristãos ortodoxos faziam e ainda, mesmo que em menor grau o fazem. A crença enganadora de que por encantamento tudo desaparece polui a alma e a razão dos homens. Não quero com isto desfazer o sentido original da fé, que é crer, o que quero dizer, é que embora tenhamos todas as razões (originárias do id) que na sua maioria são nada mais do que uma falácia que o próprio destino imprime aos homens. Acaba por tornar-se maior do que o objeto pelo qual incitou o sentimento de fé.
Outra coisa, é os seres tenderem a ser benevolentes consigo para logo mais julgar os outros com uma potência titânica. Ofender, punir. Talvez, logo ao lado das necessidades fisiológicas a vingança seja uma das máximas instintivas humanas, compreende uma certa atividade de auto preservação. Entretanto enquanto estes mesmo seres forem incapacitados de perceber, mensurar e medir, com calma e razão. Continuaremos no mesmo impasse da cobra que come sua própria cauda até que não exista mais nada.
A força da ira destrói o que o tempo constrói. As pessoas buscam a redenção nos outros enquanto estão incapacitadas de encontra-la em si.


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