25/07/2006

DIVINA PROVIDÊNCIA

Para ler ouvindo “Disappear”, Hoobastank
Assim como as sequóias envergam seus galhos centenas de metros do chão, não por sua vontade, mas sim por sua natureza. Os homens tendem a estender suas próprias dores a proporções estratosféricas, não porque desejem isso, mas porque não estão capacitados a observar as perspectivas dissonantes a sua vontade.

A maior comprovação de tal pensamento é a fé. Estamos acostumados demais a recorrer a “divina providência” tais como os cristãos ortodoxos faziam e ainda, mesmo que em menor grau o fazem. A crença enganadora de que por encantamento tudo desaparece polui a alma e a razão dos homens. Não quero com isto desfazer o sentido original da fé, que é crer, o que quero dizer, é que embora tenhamos todas as razões (originárias do id) que na sua maioria são nada mais do que uma falácia que o próprio destino imprime aos homens. Acaba por tornar-se maior do que o objeto pelo qual incitou o sentimento de fé.

Outra coisa, é os seres tenderem a ser benevolentes consigo para logo mais julgar os outros com uma potência titânica. Ofender, punir. Talvez, logo ao lado das necessidades fisiológicas a vingança seja uma das máximas instintivas humanas, compreende uma certa atividade de auto preservação. Entretanto enquanto estes mesmo seres forem incapacitados de perceber, mensurar e medir, com calma e razão. Continuaremos no mesmo impasse da cobra que come sua própria cauda até que não exista mais nada.

A força da ira destrói o que o tempo constrói. As pessoas buscam a redenção nos outros enquanto estão incapacitadas de encontra-la em si.

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